\n';
document.write(barra);
}
}
changePage();
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
EDUCAÇÃO AMBIENTAL*
FAUNA/ANFÍBIOS (aula
1)
Nesta aula, o
pesquisador capixaba João Luiz Gasparini, nos brinda com essa
preciosidade:
A restinga de Setiba e seus
anfíbios
A restinga de Setiba é uma formação costeira inserida no
domínio da Mata Atlântica e se estende entre dois centros urbanos, Ponta da
Fruta (Vila Velha) e Setiba (Guarapari). Há mais de dez anos a fauna de anfíbios
desse importante ambiente costeiro vem sendo estudada, inicialmente pelos
pesquisadores Cláudio Zamprogno (in memorian) e Rogério P. Bastos, e, na
seqüência, por João Luiz Gasparini.
Durante esse tempo,foram
realizadas diversas expedições científicas, cobrindo todos os meses do ano e,
conseqüentemente, suas estações, que resultaram num minucioso levantamento das
espécies de anfíbios anuros (os que não possuem cauda e são conhecidos
popularmente por sapos, rãs e pererecas) dessa restinga.
|
|
 |
|
 |
|
A
perereca-da-salvíneas, (Sphaenorhynchus Planicola) como o próprio
nome já diz, vive sobre a vegetação aquática flutuante que existe
nas lagoas e alagados da restinga de Setiba. | |
|
A perereca-capacete
ou cabeça-de-osso, (Aparasphenodon Brunoi) considerada ameaçada no
Estado de São Paulo, ainda foi pouco pesquisada na restinga de
Setiba. | |
|
|
 |
|
 |
|
A ranzinha-flecha, (Arcovomer
Passarelli) é uma das espécies que habitam o denso
"tapete" de folhas decompostas das matas de
restinga. | |
|
A perereca, (Hyla
Elegans) é bastante comum nas margens das lagoas e dos brejos da
restinga de Setiba. | |
|
|
 |
|
 |
|
A
perereca-das-bromélias, (Phyllodytes Luteolus) é uma das espécies
mais características da restinga de Setiba e passa toda sua vida
dentro das bromélias ou gravatás. | |
|
A perereca-cabeçuda,
(Trachycephalus nigromaculatus) utiliza os gravatás ou as bromélias
da restinga como abrigo
diurno. | |
Os esforços foram centrados
principalmente na localidade onde hoje existe o Parque Estadual Paulo César
Vinha, numa área de aproximadamente 1.500 hectares (cerca de 12 km. de extensão
por 3km de largura, aprox.), onde há uma grande diversidade de ambientes
(restinga entre moitas, mata seca, mata inundada ou paludosa, dunas, brejos,
alagados, lagoas, etc.).
Nessa pesquisa, foram encontradas 28 espécies de
anfíbios anuros, distribuídas em cinco famílias. Várias dessas espécies ainda
são pouco conhecidas em diversos aspectos como, por exemplo, sua ecologia e
identidade científica. Faz-se necessário implantar novas pesquisas e aprofundar
as que estão em andamento, para se obter maior conhecimento dessa restinga e
suas espécies. Somente dessa forma, pode-se traçar planos eficazes para a
conservação dessa área tão rica e ameaçada pela pressão
urbana.
*Página gentilmente cedida
por www.setiba.com.br