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Teorias da hereditariedade
Todas as teorias sobre hereditariedade têm um único objetivo: A compreensão dos mecanismos pelos quais se dá a transmissão de caracteres específicos de pais para filhos.
Pangênese –
Idealizada pelo grego Hipocrates em 410 a.c, esta foi a primeira hipótese
de que se tem notícia sobre hereditariedade. Segundo a teoria cada órgão ou
parte do corpo de um organismo vivo produziria partículas hereditárias
chamadas Gêmulas. Estas gêmulas migrariam para o sêmen e com a concepção
dariam origem a um ser que utilizaria dais gêmulas para sue desenvolvimento.
Por exemplo: Hipocrates acreditava que uma pessoa produziria nos olhos uma gêmula
com características próprias dos olhos, como cor, tamanho, formato etc.
Mais tarde a teoria de Hipocrates sofreria a primeiras críticas cientificamente descritas, estas foram formuladas por Aristóteles. Segundo ele a pangênese não explicava como uma pessoa podia herdar características presentes apenas nos seus avós. Seu fundamento veio do exemplo de uma mulher branca, casada com um homem negro, cujo filho era branco e o neto tinha pele quase negra.
Pré-formismo
– Esta hipótese surgiu pouco depois da descoberta dos espermatozóides (do
grego: spermatos – semente; zoon – animal; e oide –
que tem forma de), nesta época os microscópios eram precários e as imagens
eram de péssima qualidade. Mesmo assim alguns pesquisadores, com a força da
imaginação, afirmaram terem visto no interior dos espermatozóides um diminuto
ser pré-formado. Curiosamente ainda haviam discórdias, algumas tendências
acreditavam que os diminutos seres estavam sim nos óvulos. Esta teoria foi logo
derrubada, pois o aperfeiçoamento da microscopia pode provar que toda aquela idéia
não passava de mera ilusão.
A
descoberta dos gametas (do grego gamos – casamento, união, fusão) foi
fundamental para o entendimento da hereditariedade. Quando ficou provado que a
união de espermatozóide e óvulo resultaria em uma fecundação que era
responsável pelo surgimento de um novo ser, entendeu-se que o espermatozóide
(gameta masculino) trazia informações do pai e o óvulo (gameta feminino) da mãe,
e assim um indivíduo podia possuir características do pai e da mãe ao mesmo
tempo. Mesmo com estas conclusões ainda faltam ser esclarecidos vários pontos,
como por exemplo: por que um indivíduo poderia ter características semelhantes
às dos seus avós ou parentes?
Mendel e os fatores
hereditários
Em
1865, o monge austríaco Gregor Mendel concluiu que cada característica
de um indivíduo era determinada por um par de fatores hereditários. Na formação
dos gametas os fatores se separavam, de modo que o gameta era portador de apenas
um fator responsável por uma determinada característica. Primordialmente as
teorias de Mendel não foram bem aceitas, porém no inicio do século passado o
que ele havia idealizado estava sendo comprovado, pois nos cromossomos das células
haviam partículas responsáveis pelas características hereditárias.
Consolidava-se então a teoria cromossômica da herança, segundo o qual
os fatores hereditários, já então denominados genes, se distribuíam
ao longo dos cromossomos. Só em 1940 foram obtidas as primeiras evidencias de
que a substância responsável pela a hereditariedade era o Ácido
Desoxirribonucléico ou DNA. No DNA estão contidos os genes onde estão
escritas as mensagens genéticas ou código genético. Posteriormente o
DNA receberia o modelo de dupla-hélice.O local onde se situam os genes é
chamado de “Lócus Gênico”.
Por Abraão Ribeiro Barbosa