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Como o vaga-lume emite luz?
O
fenômeno de emissão de luz pelo vaga-lume é chamado de bioluminescência. Ele
resulta da oxidação de luciferina, uma substância combustível produzida pelo
próprio animal. A luciferina reage com o oxigênio que o animal inspira,
auxiliada pela enzima luciferase. A energia para a reação vem do ATP(adenosina
trifosfato) e tem como produto a luz química. Há três espécies de besouros
luminosos: os vaga-lumes, da família dos lampirídeos, com luz que varia
entre o verde e o amarelo; os tectecs ou salta-martins, dos elaterídeos,
que emitem luz entre o verde e o laranja; e os trenzinhos, dos fengodídeos,
capazes de mais tonalidades: verde, amarelo, laranja ou vermelho. A reação da
luciferina com oxigênio na presença da luciferase e da ATP ocorre em células
especiais (os fotócitos) que formam um tecido chamado lanterna. Esse tecido está
ligado à traquéia e ao cérebro, permitindo assim o controle da iluminação.
Ou seja: o inseto só se acende quando tem vontade.
Baseado na revista Superinteressante, ed Abril
Sobre o Vaga-lume ou Pirilampo
Inseto da ordem dos coleópteros, que apresenta órgãos fosforescentes localizados na parte inferior dos segmentos abdominais: "pousavam faiscando, desapareciam - eram pirilampos erradios que fugiam ao clarão do luar." (Coelho Neto, Treva, p. 75). Encontram-se na família dos
lampirídeos e na dos elaterídeos, onde os focos luminosos são os dois olhos. São, por via de regra, de cores pouco vistosas, alguns amarelados ou pardo-claros, com faixas negras, de cabeça grande, arredondada na frente; dão grandes saltos quando colocados de costas. As larvas são predadoras, alimentando-se de madeira em decomposição ou de raízes e base dos caules das plantas. A fosforescência decorre-lhes de uma reação entre um fermento e outras substâncias químicas.
Outros nomes : vaga-lume, caga-lume, caga-fogo, cudelume, luzecu, luze-luze, lampíride, lampírio,
lampiro, lumeeira, lumeeiro, mosca-de-fogo, noctiluz, pirí-fora, salta-martim, uauá.